28/05/2026

Oposição levanta críticas durante votação da PEC que acaba com a escala 6×1

Por: Amorim | 28 de maio de 2026

Oposição levanta críticas durante votação da PEC que acaba com a escala 6×1

O assunto que está dando o que falar na Comissão da Câmara é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A votação marcada para esta quarta-feira (27) trouxe à tona os diferentes pontos de vista, em especial as críticas da oposição.

A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) abriu o jogo: para ela, essas decisões devem ser fruto de negociação direta entre patrões e empregados, não de uma Emenda Constitucional. Júlia destacou uma preocupação comum, alertando que, embora todos queiram melhorar a qualidade de vida do trabalhador, aumentar o custo da mão de obra pode acabar pesando no bolso do consumidor, que já anda apertado.

Outro que não poupou críticas foi o deputado Gilson Marques (Novo-SC). Ele reconheceu que trabalhar na escala 6×1 é exaustivo, mas alertou que mudar as regras de forma abrupta pode causar mais dificuldades aos trabalhadores. Gilson inclusive colocou a culpa no Estado, sugerindo que este sufoca o cidadão. Na visão dele, a escala 5×2 pode acabar prejudicando pequenos empreendedores, consumidores e os próprios trabalhadores.

Enquanto isso, Júlia Zanatta também trouxe uma provocação baseada em uma fala do líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante. Ele sugeriu que, para tentar agradar os trabalhadores, o partido poderia propor a escala 4×3 como alternativa. Um movimento que a oposição enxerga como manobra para dificultar a aprovação da PEC.

Em contrapartida, a deputada Erika Hilton (Psol-SP), autora da PEC, chamou a estratégia de tentativa de atraso e manipulação. Erika reforçou que o acordo entre o governo e lideranças da Câmara definiu a redução para a escala 5×2 e a jornada de 40 horas, descartando propostas tão radicais como as 36 horas semanais e escala 4×3 — sugestões que ela considera para o futuro.

O debate não para por aí. Deputados aliados explicam que a proposta não proíbe jornadas maiores, desde que haja pagamento de horas extras, e destacam os benefícios para as famílias brasileiras: mais equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, menos estresse e mais saúde física e mental.

Se a PEC for aprovada, o Brasil vai se juntar a outros países da América Latina que já reduziram suas jornadas de trabalho, como Colômbia, Chile e México.

Resumindo o que está em jogo: a PEC propõe reduzir a jornada semanal para 40 horas, garantindo duas folgas por semana, preferencialmente aos domingos. A mudança valeria 60 dias após a aprovação, com um período de transição para chegar à jornada final. Contudo, há emendas tentanto derrubar essa regra de transição, e critérios especiais para salários mais altos e trabalhadores terceirizados.

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