Ataque de jacaré expõe falhas na gestão da Lagoa Central
Por: Marlice Costa |
8 de dezembro de 2025
Um cachorro foi atacado pelo jacaré conhecido como “Alfredo”, mascote informal da Lagoa Central, na manhã deste sábado (6), em Lagoa Santa. O animal entrou na água para se refrescar quando foi surpreendido pelo réptil. A cena foi registrada em vídeo por uma pessoa que passava pelo local.
As imagens mostram o cão aproximando-se da margem de forma tranquila antes de ser atacado pelo jacaré-de-papo-amarelo. O cachorro foi puxado para baixo da água, mas conseguiu retornar à superfície pouco depois, assustado e ferido. Segundo relatos divulgados nas redes sociais, ele teria fugido em direção a um shopping próximo, onde foi encontrado machucado. Ainda não há informações oficiais sobre seu estado de saúde ou sobre o atendimento veterinário recebido.
Falta de estrutura e risco constante
O caso reacende o debate sobre a falta de medidas eficazes de segurança na Lagoa Central, área de lazer integrada ao cotidiano da cidade, mas que também é habitat de animais silvestres. A ausência de sinalização adequada, de ações educativas e de barreiras de proteção cria um ambiente de risco tanto para pessoas e pets quanto para a fauna.
O jacaré Alfredo vive na lagoa há anos e se tornou um símbolo da cidade. Em agosto, ele foi encontrado com dois arpões cravados no corpo, em um caso de violência que mobilizou o Corpo de Bombeiros para um resgate delicado. O episódio deste sábado evidencia, mais uma vez, a vulnerabilidade dos animais silvestres em um espaço intensamente frequentado pela população.
Convívio sem manejo adequado
Especialistas alertam que, quando cães circulam livremente próximos à água, se expõem a riscos naturais do ambiente. Ao mesmo tempo, o jacaré permanece ameaçado pela constante presença humana, pela curiosidade de visitantes e por intervenções indevidas — algumas já resultaram em agressões ao animal.
A situação demonstra a necessidade de políticas públicas mais robustas, incluindo:
-
Sinalização clara sobre a presença de jacarés;
-
Delimitação de áreas de risco nas margens;
-
Campanhas educativas para orientar moradores e visitantes;
-
Plano de manejo que garanta a segurança de todos os usuários e a preservação da fauna local.
Transparência sobre o estado do cão
A principal demanda no momento é por informações oficiais sobre o estado de saúde do cachorro atacado. Moradores cobram esclarecimentos da Prefeitura e dos órgãos responsáveis sobre onde o animal está, quem está prestando atendimento e qual é a sua real condição.
Enquanto isso, também é necessária atenção contínua ao jacaré Alfredo, garantindo sua proteção e monitoramento em um ambiente que, cada vez mais urbanizado, demanda ações preventivas e gestão adequada para evitar novos incidentes.
Fonte e foto: anda.jor.br

