22/01/2026

Ataque de jacaré expõe falhas na gestão da Lagoa Central

Por: Marlice Costa | 8 de dezembro de 2025

Ataque de jacaré expõe falhas na gestão da Lagoa Central

Um cachorro foi atacado pelo jacaré conhecido como “Alfredo”, mascote informal da Lagoa Central, na manhã deste sábado (6), em Lagoa Santa. O animal entrou na água para se refrescar quando foi surpreendido pelo réptil. A cena foi registrada em vídeo por uma pessoa que passava pelo local.

As imagens mostram o cão aproximando-se da margem de forma tranquila antes de ser atacado pelo jacaré-de-papo-amarelo. O cachorro foi puxado para baixo da água, mas conseguiu retornar à superfície pouco depois, assustado e ferido. Segundo relatos divulgados nas redes sociais, ele teria fugido em direção a um shopping próximo, onde foi encontrado machucado. Ainda não há informações oficiais sobre seu estado de saúde ou sobre o atendimento veterinário recebido.

Falta de estrutura e risco constante

O caso reacende o debate sobre a falta de medidas eficazes de segurança na Lagoa Central, área de lazer integrada ao cotidiano da cidade, mas que também é habitat de animais silvestres. A ausência de sinalização adequada, de ações educativas e de barreiras de proteção cria um ambiente de risco tanto para pessoas e pets quanto para a fauna.

O jacaré Alfredo vive na lagoa há anos e se tornou um símbolo da cidade. Em agosto, ele foi encontrado com dois arpões cravados no corpo, em um caso de violência que mobilizou o Corpo de Bombeiros para um resgate delicado. O episódio deste sábado evidencia, mais uma vez, a vulnerabilidade dos animais silvestres em um espaço intensamente frequentado pela população.

Convívio sem manejo adequado

Especialistas alertam que, quando cães circulam livremente próximos à água, se expõem a riscos naturais do ambiente. Ao mesmo tempo, o jacaré permanece ameaçado pela constante presença humana, pela curiosidade de visitantes e por intervenções indevidas — algumas já resultaram em agressões ao animal.

A situação demonstra a necessidade de políticas públicas mais robustas, incluindo:

  • Sinalização clara sobre a presença de jacarés;

  • Delimitação de áreas de risco nas margens;

  • Campanhas educativas para orientar moradores e visitantes;

  • Plano de manejo que garanta a segurança de todos os usuários e a preservação da fauna local.

Transparência sobre o estado do cão

A principal demanda no momento é por informações oficiais sobre o estado de saúde do cachorro atacado. Moradores cobram esclarecimentos da Prefeitura e dos órgãos responsáveis sobre onde o animal está, quem está prestando atendimento e qual é a sua real condição.

Enquanto isso, também é necessária atenção contínua ao jacaré Alfredo, garantindo sua proteção e monitoramento em um ambiente que, cada vez mais urbanizado, demanda ações preventivas e gestão adequada para evitar novos incidentes.

Fonte e foto: anda.jor.br

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